Oxalá, Oxalufan, Ajalá, Oduduwa, Obatalá, Orixá funfun,


Odùduwá aparece no candomblé como qualidade de Orixá, e assim como Òbàtálá, não se manifesta. Por ser muito poderosa e temida, è invocada por ocasião das festas de Xangô, antes de !bátálá e nas festas públicas a última roda é para ela.

Odùduwá,divindade feminina, esposa de Òbàtálá, corresponde a metade inferior da cabaça, associada à lama dos começos da terra.

Evoca sobretudo a idéia de algo quente e seco, devendo ser refrescada e molhada para tornar-se fértil., tal é o sentido as cerimônias chamadas precisamente “águas de Oxalá” que começam com a procissão que vai buscar em potes na fonte, a água que será derramada sobre o assento de Oxalá. Se Òbàtálá, divindade masculina, criou os seres vivos, Òdùduwa, divindade feminina criou a matéira de onde surgiria a vida. Na sua qualidades de divindade da criação e da cabaça, Òdùduwa é como Òbàtálá uma divindade funfun, e suas sacerdotisas vestem-se de branco,porém, como divindade feminina ligada à terra, à água e às funções de reprodução, ela se relaciona igualmente com o azul escuro e com o vermelho. A mitologia, evocando um tempo em que as mulheres governavam, nos revela que Òdùduwa havia recebido de òlódùmarè o poder dos orixás, representado por um pássaro e uma cabaça símbolo do universo. Tornou-se senhora do mundo e governou-se. Abusou, porém, do poder e Òlódùmaré retirou-lhe a autoridade para confia-la a Obàtálá.

Odùduwa comanda as mulheres, controla a fisiologia feminina, a menstruação, a reprodução, a fecundação .

È chamada Iyá Agba, a grande mãe. Dela é o porco animal que da muitas crias. É o orixá que dá longa vida. Ao contrário dos outros Oxalá, òdùduwa não tem èwo de azeite, inclusive seu assento leva três gota de dendê.

Odùduwa está associado à cegueira, a várias versões mítica explicam a razão pela qual ela é cega. Uma delas conta que Òbàtálá lhe arrancou os olhos quando estavam ambos aprisionados na cabaça, porque ela não parava de falar e de reclamar (o que confirma por outro lado que a fala e a vista dependem de Òbàtálá) outras dizem que não se pode fita-la sem ficar cego ou ainda que não se pode abrir a cabaça sem morrer.

Òdùduwa é irritável, astuta, hipócrita, aproveita qualquer pretexto para julgar-se ofendida, institui èwó sem revela-los para poder justificar sua agressividade. A prosperidade ostensiva, a fecundidade, a saúde, a beleza ofendem-na e são motivos para provocar sua vingança. A pimenta vermelha, atare ou pimenta da costa pertence-lhe, mas constitui um èwó tanto para ela como para suas filhas pela mesma razão pela qual o sal é proibido a Òbàt’lá. Pertence-lhe ainda o feijão vermelho, Òd`duwa é uma divindade exigente que não perdoa negligências, notadamente quando se trata do cumprimento de pactos, promessas ou de obrigações religiosas.

Do ponto de vista físico, o tipo Odùduwa não é muito melhor aquinhoado que o tipo Obàtálá: os cegos em particular são filhos de Òdùdùwa. Geralmente eles são magros, franzinos, nervosos e secos como a terra. Aparentam geralmente mais do que sua idade real, mas são robustos e têm vida longa.

Mas ao oposto de Ò bàtálá, Òduduwa é violenta e agressiva, desiludida pela vida que não correspondeu a seus anseios, ela tenta reprimir seus desejos, renunciando em aparência à ambição e aos prazeres que afeta desdenhar, è fechada, profundamente insegura e angustiada tornando-se às vezes extremamente suscetível, impaciente, intolerante, desconfiada. Para fugir do sentimento de frustação que lhe causa a existência estreita e medíocre que leva, pode criar um mundo de proibição de manias e obsessões. Outras vezes, invejosa, vingativa, ela persegue aqueles cuja Ilesa, passa por antepassado da mãe do rei, teria vindo de Ifon, e teria sido pai de Òsàgìján. Conhecidíssimo é o mito que conta a longa viagem que empreendeu para visitar seu amigo Xangô, e sua volta para o palácio do filho, Òsàgìyán que festejou o acontecimento com um banquete.

Impotente, aleijado pela idade avançada e por ter ficado, sete anos na cadeia, Òsàlùfón dança curvado como um estropiado. No Alakétu, na festa de Oxalá do dia primeiro de janeiro, Òsàlúfón, o grande Oxalá, aparece coberto pelo álá; a passagem do ano é associada à reatualizaçao da criação do mundo. Mas no Asé as festas de Oxalá, ditas festas dos inhames, nas quais é repetida a gênese, realizam-se em Setembro, e não no inicio do ano ocidental. Uma das particularidades de Òsàlùfón é seu ewó por cavalos., por ter sido preso e encarcerado durante sete anos.

Do ponto de vista do tipo físico o tipo Oxalá velho è freqüentemente afetado por alguma deficiência mais ou menos grave, ou algum defeito de nascença ou adquirido; aleijados, mancos, corcundas, caolhos são lhe consagrados. Os filhos de Òbàtálá, entretanto, não são obrigatoriamente defeituosos fisicamente, já que a relação com o orixá pode estabelecer-se, igualmente por outras razões. De qualquer forma será um tipo frágil, delicado, friorento, sujeito a constantes resfriados. Esta fragilidade evoca a leveza do ar assim como a antiguidade de Òbàtálá. Presença discreta, ele não procura impor-se, sua simplicidade nota-se nos seus gestos, no seu modo de vestir-se; Obàtálá odeia excentricidades, esnobismo, e qualquer atitude que vise a chamar a atenção.

A característica psicológica mais notável do tipo Obàtálá é a sua inabalável calma, a sua tranqüilidade, a lentidão de suas reações emocionais, a coisa, mais difícil é conseguir pertubá-lo e irritá-lo, mas quando ofendido, sua cólera é terrível ele não perdoa nunca. Compensa sua debilidade física por uma grande força moral, uma segurança que se funda no auto- conhecimento e na consciência de sua força.

Inflexível, austero, não tolera imoralidade, desordem, nem violência, incorruptível, tem sede de perfeição moral e seu alvo é realizar a condição humana no que tem de mais nobre. Busca a felicidade na reflexão silenciosa, na contemplação e na sociedade e na sabedoria, a felicidade pra ele consiste em racionais sobre o mundo que ele concebe claramente. O tipo Obàtálá é um tipo casto e fiel no amor como na amizade, leva uma vida austera quando não de completa abstinência. Afastado do mundo e das paixões e dos instintos, transparente e sereno, está igualmente desligado dos interesses materiais.

Tem tendência para o ascetismo e, freqüentemente adere a regimes vegetarianos, pacifista convicto, homem integro e sincero, de sensibilidade oblativa paternal, tolerante sabe acolher a todos, não nega seu apoio a ninguém e, sabe consolar, avisar, aconselhar, altruísta, generoso, sua porta está sempre aberta e sua casa cheia de amigos.

Mas permanece, no entanto distante, e não se dá inteiramente a ninguém.

Dentro do grupo dos orixás velhos, algumas entidades distinguem-se do tipo geral por um ou outro traço especifico:

Òsafúru é especialmente indolente, indiferente, apático e taciturno.

Osalúfón mostra-se apegado ao passado, á respeitabilidade. È organizado e pontual ao extremo, mas afável.

Olúwifin tem espírito perspicaz e sutil. Conhece o homem e raramente se engana. È um tipo lento, sereno e seguro, de grande vida interior.

Baba Ajale é um tipo concentrado, seguro, perseverante, falta-lhe calor e espontaneidade, mas é profundo, constante, lógico, ponderado.

Orixá L’lú possui uma cabaça exageradamente volumosa.

Orixá Okin é o senhor do pássaro Òkin.

O Ópásóró evoca o tronco das árvores que unem o mundo dos vivos e o alem e representa o poder do princípio masculino.

Quanto à Òsàgíyan ele usa couraça, capangas, e leva na cabeça um capacete ou as vezes um simples fila, um escudo, uma espada e uma mão pilão completam este equipamento. Algumas qualidades de Oxalá têm quizila de roupa, há um por exemplo, que só pode usar tafetá se for sentido horizontal. O colar de Oxalá é feito de contas de porcelana branca, pode levar dezesseis firmas, igualmente brancas è proibido o uso de contas de cor e de firmas de outras divindades. Mas o colar de Oxalá pega marfim, e no caso de Òsagíyán é permitido enfeitá-lo com segi, pedra semipreciosa azul claro importada da África.

Oxalá dança quebrando o corpo, flexionado os joelhos. Os ritmos Kétu usados para Oxalá são o toque guerreiro conhecido pelo nome de ajagun, que serve para Osàgìyan, oìgbín, ( tambor de Obàtáa’), o toque bata, Oxalá dança também os ritmos ijesá.

Oxalá representa um tipo humano benévolo e paternal, é sábio calmo, paciente, tolerante. Não se irrita facilmente, mas, suas decisões são irrevogáveis.

O tipo oxalá é lento, frio, fechado, obstinado, age em silêncio. Aprecia acima, de tudo a tranqüilidade e a ordem, e mostrar-se em tudo bastante conservador.

Mas Oxalá, como vimos, é múltiplo, e o tipo correspondente não apresenta unidade. Dizem que dele há dezesseis formas, este número, naturalmente é teórico. É possível reagrupar, porém os diversos tipos de Oxalá em cinco categorias:

O tipo Obàtálá, que praticamente se confunde com o tipo Osalúfón, Orixá Òkin. Orixá ifuru ( ou Osafuru, ou Baba Furu)Orixá Olúwofin, Orixá Egin, Orixá jágé Baba ajale, Orixá Lulu.

O tipo Odùduwá

O tipo Ifá

O tipo õsagíyan, que pouco difere de Orixá Kire ou ( Ikire), e de orixá Popo.

O tipo Òrìsàko, que dificilmente se distingue do tipo Baba Lejugbe( ou ijube ) e de eteko ou Orixá eteko.

Reunindo as qualidades em classes evitar certas repetições, pois cada uma das qualidades retem alguns traços do orixá geral.

Primeiro grupo dos Oxalás velhos:

Obàtálá, também chamado Òrísàlá, Obàrìsà, Oba Igbo ou Baba Igbo, é o mais velho de todos os Oxalá, o grande rei branco, raiz de todos os outros Oxalá, o mais poderoso, pai dos deuses e dos homens, pai em particular de Òsàlúfón, que por sua vez é o pai de Òsàgìyan. Tão grande e tão poderoso é Obàtálá que ele não se manifesta, suas palavras transformam-se, imediatamente em realidade. Como vimos, ele criou, todos os seres vivos e moldou o homem, como ainda o salvou quando o oceano furioso contra a humanidade, que não lhe rendia o culto que lhe devia, tentou, destruí-la inundando a terra,muitos pereceram afogados, mas Òbàtálá interveio ainda em tempo, conseguindo salvar a maioria, e obrigou Olokun a retirar-se para seu palácio onde o amarrou com sete cadeias de ferro.

Òbàtálá representa a massa de ar e águas frias e imóveis, dos começos, è o deus do mistério da cabaça.Como deus da criação lê controla a formação de novos seres, é o senhor dos vivos e dos mortos que preside as nascimento, á iniciação, e a morte. O branco é a sua cor, simbolizado pelo Atalá, o grande pano branco que representa o ser imóvel e indiferenciado que contém potencialmente o poder da criação por esta razão, é tido como responsável pelo

Oxalá é assentado numa sopeira de porcelana branca sem tampa e recoberta pelo àlá, são tampados apenas os assentos dos Oxalá individuais de seus filhos. O otá de Oxalá é um seixo branco transparente, colocado na sopeira junto com uma pulseira de chumbo, dezesseis búzios,moedas de prata òri ( manteiga vegetal ), efun ( giz), ìgbín ( caracóis), feitos com água e outras substancias e recobertos de algodão branco.

Trata-se aqui do assento do orixá geral pois o conteúdo dos assentos individuais varia em função da qualidade e de cada caso particular, sendo determinado, em última instância pelo oráculo; é o santo quem decide: “quero ser assentado, assim ou assado”.

O dia do òsé de Oxalá é sexta-feira,ele recebe nesse dia geralmente egbo( milho cozido) branco sem azeite e sem sal.

Nas obrigações maiores, ele recebe habitualmente uma cabra, prata, galinhas brancas, pombas, e conquens, os animais devem ser branco e do sexo feminino. As comidas secas que acompanham podem ser egbo, farofa branca, massa de Inhame, éko ( milho branco ralado e cozido). O uso do sal e do azeite de dendê é proibido nas comidas de Oxalá. Este orixá gosta de variedades de melão chamadas ègusì e e irí dele são o coco, o obi branco, (noz de cola). Oxalá ainda aprecia o órì, e o ádin, óleo tirada da amêndoa do coco do dendezeiro, e que servem para preparar seus prato.

Seu animal predileto é o carocol, notável por sua lentidão, associado a umidade, à saliva, ao esperma e ao frio. Diz o povo de santo que o caracol, ígbìn, é o boi ou cavalo de Oxalá. Pode-se fazer um bori para os filhos de Oxalá de um peixe chamado bagre (“peixe de pele”) em particular quando a pessoa está “morre, mas morre”. Em compensação o peixe é proibido a Omili e Òsòsì.

Pertecem a Oxalá os metais e outras substâncias brancas: A prata, o chumbo, o estanho, o giz (efun) ou tabatinga branca, utilizado em particular nos ritos de iniciação. Do reino vegetal, pertencem essencialmente a Òxalá o algodão, o ori, o àdín. De origem animal, o marfim e os ossos.

Além do caracol, outros, animais lhe são consagrados: o conquem, que Nana pintou com suas próprias mãos para compensá-lo de sua boa educação é freqüentemente utilizado nos sacrifícios, porém os albinos (brancos) são mais pertinentes; o pato, que Obaluaye ofereceu a Oxalá, que é um animal que carrega muito asé; o Martim pescador e o preá.

Nos rituais e oferendas de Oxalá não deve conter vinho, cachaça ou qualquer outra bebida que contenha álcool, pois, é por, ter violado esta proibição que Obátálá, grande beberrão, dormiu e não conseguiu cumprir a missão que Olorùm lhe havia confiado. O azeite de dendê é igualmente. Os filhos deste orisá devem obrigatoriamente vestir-se de branco, principalmente nas sextas-feiras, exceto os filhos de Osàgìyan que nem só podem como devem mesclar com azul e abster-se completamente de relações sexuais nesse dia.
Quando Oxalá se manifesta, o que é raro, ele é saudado pela assistência com a saudação “Epa Babá” veste-se exclusivamente de branco, Òsálúfón leva uma coroa de metal prateado ou um adé, o diadema das rainhas, e se apóia no seu Òpásóró feito de uma longa vara de metal prateado de pouco menos de um metro e meio de altura, na qual estão inseridos, quatro pratinhos circulares de diversas dimensões, dos quais ficam dependurados pequenos sinos e moedas, a extremidade da vara é enfeitada, por uma pequena pomba de metal prateada.
O Ópásóró evoca o tronco das árvores que unem o mundo dos vivos e o alem e representa o poder do príncipio masculino.

Os defeitos físicos também pode ser castigo com o qual Oxalá pune quem o ofendeu. Quem incorre na cólera de Oxalá, pode acabar cego, caolho, estropiados, manco. Irritar Oxalá pode ter conseqüências ainda piores, pois ele pode condenar o culpado à destruição total, priva-lo da sobrevivência parcial no além e da possibilidade de renascer. A vingança de Oxalá è terrível e a mais temida de todas.

Reunindo em si as figuras de Òdùduwa que criou a terra (àiyé), e de Obátàlá, que criou a vida no além e na terra, associando o governo dos três elementos fundamentais, o ar, a água e a terra, Oxalá nos aparece como anterior a raiz dos elementos e força diferenciados da natureza, o mar a floresta, o trovão, anterior ainda á separação dos sexos. Ele é o cosmos, a origem de tudo. Foi Oxalá, na qualidade de Òbàtálá, quem moldou na argila o ser humano, deu-lhe um nariz para respirar,olhos para ver, uma boca, ouvidos, deu-lhe enfim um rosto e uma personalidade.

Entretanto Eléèmi é quem lhe deu o sopro vital. A cor branca, que contém as cores, exprime a idéia do ser indiferenciado e imóvel; é representada pelo àlá, o grande pano branco que esconde o mistério da vida e da morte, que cobre Oxalá, e o corpo das ìyàwo durante a iniciação.

Como Deus da criação Oxalá e onipresente o branco de Oxalá está presente em todo ritual, em todo peji, em toda comida de santo que deve incluir invariavelmente o egbo de milho de Oxalá.

Oxalá é, portanto um deus branco, o deus funfun; o povo de santo diz é um deus árabe que atravessou o deserto para fundar a nação yorùbá, nação na qual se fundem, a ideia do branco da criação, a idéia da raça branca como raça superior que estaria na origem do povo yorùba, e a idéia do herói mítico Odùduwá que veio de leste para fundar Ifé.

Tudo que é de Oxalá é branco; tudo que lhe é oferecido; animais, comidas, flores deve ser branco e imaculado. Seus filhos devem vestir-se de branco no dia que lhe é consagrado, a sexta-feira; todos no candomblé, seja qual for o seu santo, e inclusive os outros orisàs quando se manifestam, devem vestir-se de branco. Por ser Òxalá o deus funfun, quem é albino é considerado no candomblé como filho dele.

Oxalá é a autoridade suprema, sua vontade é inapelável sua palavra definitiva. Por essa razão não se “olha” às sextas-férias pois este dia sendo dele, se o resultado fosse desfavorável,não haveria mais para quem apelar.

Quem é filho de Oxalá não pode recorrer a mais ninguém.

Oxalá é concebido como muito velho, a idade avançada exprimindo sua posição no candomblé.

Aleijado, lento, move-se com muita dificuldade associa-se à idéia de repouso, de imobilidade. Dança curvado, apoiando-se no seu òpásóró, treme de frio e de velhice.

Relaciona-se com as árvores associadas à origem da vida em particular, o irokó, o akóko, a palmeira, cujos troncos majestosos unem nosso mundo e o além. Os troncos destas árvores nas quais dizem que residem os espíritos, representam os antepassados masculinos. No terceiro domingo das festas de Oxalá, no dia do pilão, a cerimônia das varas de atòri lembra esta relação de Oxalá com a árvore. Tocando as filhas com a vara Oxalá comunica-lhes asé, força, vitalidade, fecundidade.

Oxalá é o dono da palavra, foi ele quem deu a palavra ao homem, e a sua própria palavra é tão poderosa que se torna imediatamente realidade. A criação do mundo procede do Verbo, e a palavra humana adquire poder porque procede de Olorum, porque é a reprodução da palavra primordial, ela não é apenas logo, instrumento de comunicação, ela é atuante desencadeia forças, carrega asé, a força que anima o universo e permite a existência das coisas, está, portanto estreitamente relacionada com a vida e a fecundidade. Devido a este poder da palavra Oxalá, está associado ao silêncio; a palavra deve ser controlada. Durante o ciclo das festas deste Orixá. Até os outros Orixás evitam ecuar (Ilá kó) quando se canta para este Orixá funfun.Até os outros Orixás evitam ecuar (Ilá kó) quando se canta para este Orixá funfun.a palavra deve ser controlada, principalmente durante o ciclo das festas de Oxalá ou quando ele está sendo louvado. Até os outros Orixás evitam ecuar (Ilá kó) quando se canta para este Orixá funfun.a palavra deve ser controlada, principalmente durante o ciclo das festas de Oxalá ou quando ele está sendo louvado. Até os outros Orixás evitam ecuar (Ilá kó) quando se canta para este Orixá funfun.a palavra deve ser controlada, principalmente durante o ciclo das festas de Oxalá ou quando ele está sendo louvado. Até os outros Orixás evitam ecuar (Ilá kó) quando se canta para este Orixá funfun.

Oxalá, o pai e o chefe das divindades do candomblé é portanto uma figura extremamente complexa; Obàtálá, O a palavra deve ser controlada, principalmente durante o ciclo das festas de Oxalá ou quando ele está sendo louvado. Até os outros Orixás evitam ecuar (Ilá kó) quando se canta para este Orixá funfun.dùduwà, Ifá são outros personagens míticos, são manifestações ou qualidades de Oxalá, cuja característica distintiva é serem brancos. São os orixás funfun, da criação, os outros na verdade não são propriamente orixá, mas, já é habito no candomblé designar igualmente por este nome as outras divindades. Oxalá deus cuja existência remonta às origens do mundo, filho de Òlorún, interligado com Nàná, a Iabá mais velha e menos reconhecida e considerada; e com Yémànjá, a  mais jovem e preferida. Oxalá é isto como o pai de todas as outras divindades.
Oxalá é o deus da criação governa os elementos primordiais: o ar, a água, a terra. Nele associam-se a idéia da massa de ar primitiva de onde tudo se originou da unidade fecundante que nasceu do sopro dessa massa de ar; da abóbada celeste, metade superior da cabaça que figura a matriz cósmica representada por Obàtálá, e também, a idéia da terra e das águas que a cobriam nos começos, representadas por Odùduwá.

Obàtálá é o próprio principio masculino, associado a idéia de fecundação, de sopro, do poder criador do verbo; Odùduwá é o principio feminino, associado à idéia de gestação, ao mar, à terra.

Como estas duas divindades africanas são, no Brasil, qualidades de Oxalá, este último é as vezes definido como hermafrodita; outros dizem que é o do sexo feminino durante seis meses e do sexo masculino durante os outros seis. Oxalá representa o céu e, por extensão, o ar puro e frio assimilando assim um dos atributos do antigo Olorún que tende a identificar-se com o deus do catolicismo.

Oxalá reúne a idéia da criação do mundo mineral, inorgânico, ligada a Odùduwá, e a da criação da vida e da fertilidade da terra que se exprime no culto dos inhames.

A cerimônia do pilão que repete a distribuição de comida que celebrou a reconciliação de Odùduwá e de Obátàlá ou segundo outra versão, o banquete oferecido por Òsàgìyán, para festejar a volta do pai, Òsalúfón. O inhame é triturado e servido no pilão de Òsàgìyán. Esta festa antigamente chamada festa dos inhames novos, celebra o recomeço do ciclo vital.

Osàlá representa igualmente a idéia da criação dos seres vivos, animais e homens do mundo sobrenatural o òrún, cujos duplos se encarnam na terra, é, pois, do mundo sobrenatural que o nosso mundo recebe a vida. Em sua qualidade de deus da criação Oxalá preside, portanto, à formação de novos seres no além e neste mundo; preside à fecundação e à gestação, à passagem da existência.

Indiferenciada, no mundo sobrenatural á existência individualizada neste mundo que consiste no nascimento, e à passagem inversa que consiste na morte; está igualmente presente, pois nos ritos fúnubres, no asésé, quando o ser humano perde sua individualidade e retorna à matéria indiferenciada dos elementos primordiais. Preside da mesma forma os ritos de iniciação que constituem uma morte e um nascimento simbólicos em que a ordem natural destas duas passagens é invertida.

Oxalá, sendo quem molda o ser humano, è tido por responsável pelos defeitos físicos que estão claramente relacionados à criação; as crianças que nascem defeituosas, corcundas, aleijadas são lhe consagradas.

Mas os defeitos físicos também pode ser castigo com o qual Oxalá pune quem o ofendeu. Quem incorre na cólera de Oxalá, podem acabar cego, caolho, estropiados, manco. Irritar Oxalá pode ter conseqüências ainda piores pois ele pode condenar o culpado à destruição total, priva-lo da sobrevivência parcial no além e da possibilidade de renascer. A vingança de Oxalá è terrível e a mais temida de todas.

“PANKORO ELEBO TI SE ODO’

“EM SILÊNCIO ELE AMASSA O INHAME SECO NO PILÃO”

Òsàgi`yan seria Elejigbo, filho de Orixá Òlùfón dizem em Ejogbo que quando Òr`nìyan, segundo Oní de Ifè avançou contra Meca e fundou ÒYÓ acompanharam-no vários os membros de sua família, entre os quais Akinjole filho de Ògìriniyán, o filho mais novo de Òdùduwa.

Ifá, o oráculo africano, deus do destino, também aparece no candomblé como qualidade de Oxalá uma das três principais, constituindo com Òbàtàlá `sua esquerda, a trindade do panteão nagô. Ifá também chamado Olù Orogbo.

Ela, Òrùmilá, tria sido encarregado de estabelecer a ordem no mundo, de separar os elementos, e de instituir a pa entre os homens.

È o dono das nozes que revelam a vontade dos deuses, o senhor da adivinhação que exprime a palavra do criador, Ifá, na qualidade de dono das nozes, relaciona-se com a palmeira, árvore de Òxalá, sabe-se que as mulhers e não podem ser sacerdotisas de Ifá, em virtude da relação deste último coma palmeira e com o príncipio masculino. Ifá passa de pai para filho, mas ele não se manifesta. A adivinhação pelo òpèlè praticamente desapareceu de Salvador, e só restam hoje alguns exemplares piedosamente conservados. Na África, uma das mulheres do babaláwo, ( ou algumas vezes um garoto, o apetebi) tinha a autorização de praticar a advinhação com os búzios, mas obrigada a submeter-se a rigorosa abstinência sexual. Ainda hoje, Mãe Menininha diz que a mulher não pode tocar as nozes de Ifá pois, do contrário, não teria homem. Ifá é amigo dos homens imparcial, sempre diz a verdade e não favorece ninguém.

Sob o aspecto da constituição física, o tipo Ifá é mais favorecido que os precedentes, embora não sendo muito vigoroso,pode apresentar algumas disformidades e anomalias,em particular caroços sobretudo na cabeça, que são sua marca inconfundível. Mas é esbelto e alto, não lhe faltam a elegância nem a graça, sendo modesto e despretencioso.

Do ponto de vista psicológico, não difere muito do tipo Obátálá/Osàlúfon, embora mais realista e menos dsligado de seus interesses materiais. È um caráter apolíneo, amável, equilibrado, harmoniosos, que se distingue pela medida, a doçura.

Espírito aberto, culto, inteligente, lúcido, gosta das idéias claras, das visões amplas é menos contemplativa que o tipo Òbàtálá, mais atuante e mais participantes. Tem senso prático, sangue frio e jamais se irrita ou perde a calma. Essencialmente acional as grandes paixões não o alteram. Tem o mesmo desejo de perfeição e de pureza que Òbàtálá, mas consegue conciliar a espiritualidade e o senso prático.

Sua vida amorosa é estável, harmoniosa, não conhece grandes paixões mas é capaz de um sólido e profundo. Ifá é como Òbàtálá, um conselheiro, um confidente, talvez mais flexível e indulgente. É

Um homem honesto e sincero,que sempre diz a verdade mesmo que desagradável e não engana ninguém. Um homem justo e imparcial. Um grande amigo, uma pessoa de inteira confiança. Como Òbàtálá, é um pacifista convicto, procura sempre estabelecer a harmonia, torno de si, resolvendo litígios, reconciliando os inimigos, elequente, hábil e diplomata sabe argumentar e convencer.

4) O tipo Òsàgíyán: Orixá Kire e Orixá popo

Òsàgíyan ( Orixá Ògìyán, ou Òsà Ògíyan) é filho de Òs1àlúfón, também chamado Ajaguna, Elemesso, Akinjole, Elejigbo.

Òsàgíyán é um Oxalá jovem, guerreio, briguento e combativo e não perde uma oportunidade de lutar contra Omolú, ou contra Sàngó. Omolú,provocando-o declara que comerã todos os filhos de Òsàgíján, deixando apenas os ossos, parte branca que pertence a Oxalá, Òsàgíyán retruca que em represália, comerá todos os filhos de Omolú, inclusive os ossos, pois tudo retorna ao òrún.

Por ocasião do Lorogun, com o qual se encerra o ano litúrgico, Òsàgíyán combate no batalhão de Oxalá contra o batalhão de Sàngó, o que parece representar uma briga dos Òrixás funfun contra as outras divindades.

Òsàgíyán é também um rei majestoso “coroado de segi” valente, viril, Òsàgíyán é um Oxalá autorizado a enfeitar seus colares brancos com as pedras azuis chamadas segi e sua roupa branca pode até levar uma franja vermelha.

Òsàgìyán está ligado ao culto do irokó e dos espíritos, assim como a fertilidade e ao culto dos inhames.

“ELEMESSO A SO ALOWO SO ABI OMO”

Akinjole fundou Ejigbo, ele era geralmente chamado pelo nome deÒgíyán, e era responsável pelo Orixá de seu pai Orixá Ògíyán. Foi um guerreiro valente que depois de muitos combates desapareceu debaixo da terra e transformou-se em pedra.

O tipo Òsàgìyán é habitualmente alto e robusto, seu porte é majestoso, seu olhar ao mesmo tempo altivo e travesso. Ao contrário dos tipos precedentes, não despreza o sexo, mostra-se galante e muito amigo das mulheres, mas cultiva sobretudo o amor-amizade ou o amor livre.

O tipo Òs`gì`yán é alegre gosta profundamente da vida, revelando-se freqüentemente irônico malicioso, falador e brincalhão. Ao mesmo tempo é um idealista que defende os injustiçados, dedica-se às belas causas, é nobre cavalheiro que socorre os fracos e os oprimidos.

Orgulhoso, sedento de aventuras e de feitos gloriosos, nunca se dá por vencido. Pode tronar-se às vezes uma espécie de D. Quixote.

Òsàgíyán tem a intuição do futuro, dizem que ele é o nascente e Òsàlúfon o poente. Seu pensamento freqüentemente original, antecípa o de sua época, espírito brilhante dotado de grande facilidade de argumentação é um progressista que incansavelmente combate para a justiça e para a verdade.

Quando rico é generoso e até pródigo. Embora guerreiro, não é agressivo e nem brutal.

5 O tipo Òrixa-Oko , Eteko, Lejugbe

Òrixa-oko foi uma divindade da agricultura ligada à colheita dos novos inhames e à fertilidade da terra pouca conhecida atualmente em Salvador.

É um tipo robusto e majestoso, um guerreiro maduro e viril. De temperamento severo, não aprecia muito a companhia das mulheres, embora tenha sido na África segundo PARRINDER, cultuado especialmente por elas e associado a ritos de licença sexual. Hoje em Salvador, quando se manifesta, leva um cajado de madeira que revela sua relação com a árvore, e uma flauta de osso, de conotação fálica, que lembra sua relação com a sexualidade e a fertilidade.

O tipo Òrisàko passa por rico e pródigo. Sendo um òrixá raro, tem poucas informações sobre seu temperamento.

Eteko seria versátil, inqueito e Lejugbe indeciso.

 

About these ads
Esse post foi publicado em Não categorizado. Bookmark o link permanente.

6 respostas para Oxalá, Oxalufan, Ajalá, Oduduwa, Obatalá, Orixá funfun,

  1. Presado Pai de Santo, descobri seu saite por um acaso, e pude ver e crer o seu Santo é um dos mais fundamentados que ja pude perceber, sem menos presar aos demais. Gostaria que o Senhor me atendesse quer seja por E-mail,quer seja pelo telefone. Parabens a todos que frequenta a casa de seu SANTO,sobre tudo ao Senhor e muito em particular ao seu santo
    JOSÉ

  2. denise disse:

    desejo conhecer dia a dia esse orixas que a mim encanta

  3. Fabio de Jagun disse:

    Amigo e pai,
    agora que vi seu site e mais uma vez pude ter a grata satisfação de te-lo como amigo e folgo muito em saber que posso sempre me embebedar com seu vasto conhecimento.
    Um grande beijo em seu coração!
    Olorum Modupé
    Fabio de Jagun(rj)

  4. sueli alencar disse:

    ele e´o principio de tudo .

  5. Ligia disse:

    Parabéns por este resgate que teem feito, sobre as divindades da África Ocidental, sobretudo Oduduwá! Não faz muito tempo que comecei a rodar em terreiros, tenho 15 anos, e sou absurdamente fascinada por este universo, e nossas origens negras. Venho de uma família de esquerda, e eu, ainda mais do que minha mãe, pesquiso sempre sobre a história do culto. Suas variações, oriundas de diversos povos… Estou no 2* ano do ensino médio, serei historiadora. Minha preferência de estudo (por razões religiosas) são os povos Jejes, praticamente esquecidos, e seus orixás, já que são meus regentes (quase ninguém consegue vê-los em mim, é bem oculto. As entidades dizem, me mostram e me fazem.. pressentir que eu tenho, hã, como dizer, um orí de babalorixá. Minha mãe é uma flha oculta de Ifá .Eu de Irôko. Tenho uma doença reumatológica rara e dor crônica, 24 h por dia, durante todos os dias, dos últimos 8 anos. Uma dor muito intensa, faço tratamento com derivados de morfina, cheguei a usar uma caddeira de rodas no passado, não parava em pé neste período, devido tanta dor. Faço tudo, e todas as tarefas com dor, aprendi a viver. Nuuuunca perdi minha fé!! Não, isso tudo…Os deuses são a nossa essência, o nosso “eu”, e são eles me estão me ajudando. Já melhorei muito. Tive pânico, depressão, tão jovem. Da mente estou bem melhor, e do corpo também. As dores cravam no psiqué, e os orixás estão me ajudando à superar isso. Estou começando encorporar, de maneira mais segura possível, e dizem que eles (graças) fazem movimentos suaves. Oh, como os amo!. Me indentifico muito com Obá, Irôko… Apesar de nossas durezas, somos amorosos. O sol há de refletir a claridade. Axé à todos vocês, que os os orixás guiem nossas mediunidades, e curem nossas chagas que ainda não cicatrizaram.

  6. gostei muito, estou fazendo uma pesquisa, para ajustar algumas realidades no tocante a fé, sem que com isso sejam misturadas crenças e verdades pessoais..para tanto tinha que me aprofundar um pouquinho a mais nesse tema, e chegando a esse texto me foi de grande auxilio.
    muito agradecida , muita luz pra ti. bjs …..Mestra Astrea

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s