O significado da Pedra e do Sacrificio na Bíblia


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PEDRA: algumas considerações.

 

O altar de pedra das igrejas cristãs é símbolo da presença de Deus, como já o eram as pedras, que Jacó (um dos grandes patriarcas bíblicos: Abraão, Isaac e Jacó) erigiu como altar (uma pedra sagrada, o texto original se encontra em Gênesis 28, 16s) em Betel.

 

Pedra que sustentava em Jerusalém a arca da Aliança (onde estavam guardadas as tábuas da Lei, os Dez Mandamentos da lei de Deus, ou seja, a representação simbólica do próprio Deus-Javé). As leis foram gravadas em pedra como sinal da perenidade da Aliança entre a divindade e o humano.

 

Pedras foram erguidas representando as doze tribos de Israel santificadas nas proximidades do altar (livro do Êxodo 24, 4; 28,10).

 

Com pedras não talhadas edificam-se altares mediante os quais Deus santifica a terra (confira Êxodo 20, 25). A diferença entre pedra sagrada e pedra memorial não aparece muito nítida nos textos bíblicos. As que recordam a Aliança selada entre Deus e o seu povo tem um caráter mais venerável (confira Josué 4, 7; 24, 26). Ou seja, não há idolatria, o uso das pedras sagradas perdurou na história dos patriarcas bíblicos.

 

Com o passar do tempo os altares de pedra foram substituídos por outro tipo de material, principalmente, a madeira. O exigido pela Igreja foi que, caso fosse confeccionado de madeira, abrissem uma talha na mesa (altar) e colocado uma pedra simbolizando o próprio Deus (Cristo).

 

O sangue do sacrifício deveria escorrer pela pedra e chegar ao chão (a terra principio de tudo; barro ou lama de onde o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus). Por isso, os altares deveriam ser de pedra ou de madeira, contanto que tivesse a “pedra fundamental”. Atualmente essa prática não é mais obrigatória. As mesas ou altar do sacrifício vai, de acordo com a cultura, a estética, enfim da realidade de cada igreja (Igreja: enquanto comunidade viva e não o templo construído por mãos humanas).

 

Pedra está ligada a “pão”, alimento: Jesus é tentado para que transforme as pedras em pão.

 

Há um mito grego que narra que depois do dilúvio nasceram homens das pedras que Deucalião semeara.

 

Santo Estevão que sofreu o martírio por apedrejamento é simbolizado por uma imagem segurando alegremente a arma do seu martírio: a pedra.

 

Maria, a mãe de Jesus, é considerada a “pedra selada” (Livro do profeta Daniel 6, 8), fazendo uma alusão a sua maternidade virginal.

 

Nabucodonosor teve um sonho em que uma pedra rolou morro abaixo e encheu a terra inteira.

 

Uma grande pedra é mergulhada no rio Eufrates como sinal da queda da Babilônia.

 

Pergunta: Há uma possibilidade de pensar Èsú como aquele que abre as portas do tempo (pois preside o jogo de búzios)? O único que consegue transpor os umbrais, passar de um território para outro? O dono do limiar, da soleira da porta, dono da abertura de todas dimensões do mundo?

Podemos pensá-lo como um centro? Ou seja, segundo Mircea Eliade, o umbigo do espaço sagrado. (?)

Nele se encontram todos os caminhos do mundo, imanente ou transcendente. Lá se congregam as forças mágicas. Estabelece-se a comunicação entre o mundo invisível e visível, entre o superior e o inferior, norte e sul, direita e esquerda.

Seria a encruzilhada (lugar de encontro) esse centro? Faço essa pergunta por que o “espaço” do ser humano é extremamente importante para a Psicologia: o lugar é uma parte do ser.

 

 

à Algumas considerações a mais:

Os primeiros objetos de adoração foram: terra e os ancestrais. Quando os homens começaram a acreditar num ser superior? Não se sabe exatamente já que a “elaboração” de uma crença espiritual remete a períodos muito remotos, dos quais não há registros. Pelos vestígios arqueológicos que sobreviveram ao tempo, pesquisadores descobriram que a partir do período neolítico, há dezenas de milhões de anos, o homem passou a adotar rituais que apontam para uma crença no sobrenatural.

Rituais de sepultamento dos “mortos”, os rituais mortuários estão no berço daquilo que chamamos modernamente de RELIGIÃO. (não sei se poderíamos falar de mortos=ancestrais  /  sepultamento=volta à terra; terra=húmus (Adam; em hebraico adamah) Adão: homem terra=barro/pó.

 

Corpos eram sepultados juntos: ornamentos, armas, comida… Revelando que os nossos antepassados não encaravam a morte como um fim definitivo e que acreditavam que os seus mortos precisavam da ajuda para fazer sua travessia deste para outro mundo. Ou seja, religião vem junto com a emergência:

  • da consciência
  • da auto-reflexão

que brota da experiência do limite:

  • da dor
  • do medo
  • do instinto de morte

 

Não sei se há uma possibilidade de falarmos que “religião existe por necessidade humana”; uma necessidade de volta, de descanso, de como uma estátua de sal que chega ao mar e mergulha; uma diluição no próprio SER, descobrindo a sua essência e o que seja a própria morte.

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