Ibejii & Hoho


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   Os gêmeos (Ibeji entre os Yorubas e Hoho entre os Fon) são objeto de culto.
Não são nem Orisá e nem Vodun, mas o lado extraordinário desses duplos nascimentos é uma prova viva do princípio da dualidade e confirma que existe neles uma parcela do sobrenatural,a qual recai em parte na criança que vem aomundo depois deles.

Recomenda-se tratar os gêmeos de maneira sempre igual e de compartilhar com muita equidade tudo o que lhes for oferecido.
Quando um deles morre com pouca idade o costume exige que uma estatueta representando o defunto seja esculpida e que a mãe a carregue sempre. Mais tarde o gêmeo sobrevivente ao chegar à idade adulta cuidará sempre de oferecer à efígie do irmão uma parte daquilo que ele come e bebe. Os gêmeos são, pata os pais uma garantia de sorte e de fortuna.

Os irmão “Lander” quando exploravam o rio Niger em 1830, descrevem que:
Na quinta feira 15 de abril, várias mulheres carregando pequenas representações de crianças em madeira passaram perto de nós durante a manhã.As mães que perderam um filho
carregam essas grosseiras imitações em sinal de luto, durante um tempo indefinido. Nenhuma delas resolveu-se a se desfazerem nosso beneficio de uma dessas lembranças de afeto materno….

È de acreditar que a mortalidade seja imensa entre as crianças pois quase todas as mulheres que encontramos levaram uma ou várias figurinhas de madeira a que já nós referimos. Cada vez que essas mães paravam para refrescar-se não deixavam de apresentar aos lábios dessas pequenas imagens uma parte do seu alimento.

Segundo “Richard Burton “ diz…O Orisá das crianças. Estátuas feias e pequenas carregadas pelas mulheres no pano que atam à cintura quando um dos gêmeos morre ou éexterminado. Esses ídolos são enfeitados com anéis epulseiras de contas.Em lagos 2 homens os confeccionam ao preço de 3 shillings por peça.

O “Padre Baudin” diz…. O Ibeji dos Yoruba é a divindade tutelar dos gêmeos. Um macaquinho preto é sagrado para os Ibejis, fazem ao animal oferendas de frutas e sua carne não pode ser comida pelos gêmeos ou por seus pais. Esse macaco recebe o nome de EDON DUDU ou EDON ORIOKUN.
Um dos gêmeos é geralmente chamado de EDON ou EDUN . Quando morre um dos gêmeos a mãe carrega juntamente com o sobrevivente uma estatueta de madeira que mede de sete a oito polegadas do mesmos sexo da criança morta para impedir que o sobrevivente permaneça ligado ao defunto e também para dar aos espírito do morto um objeto no qual ele possa fixar-se sem perturbar aquele que sobreviveu.

Em “Epapo” aldeia à beira da laguna de Lagos situada entre esta cidade e “Badagris” existe em louvor aos Ibejis um templo célebre onde os gêmeos e os pais realizam peregrinações.
“Stephen Farrow, acrescenta…. os nomes dados aos gêmeos são geralmente Taiwo ( To-aiye-wo, para experimentar o mundo) e Kainde (Kehin-de, vir atrás)

“Richar Barton” reporta-se aos Fon escreve o seguinte:
Hoho, o fetiche dos gêmeos que protege esses seres exepcionais. Em Allada esse nascimento era infamante. Os homens não queriam acreditar que uma mulher pudesse ter 2 filhos de um homem. Em Abomey onde se deseja aumentar a população à mãe é objeto de honrarias. Os fetiches dos gêmeos não tem esposas. A cerâmica dos HOHO assemelha-se a dois fornilhos de cachimbo ligados um ao outro e um utensílio de ferro denominado “Asen” que consiste em 2 pequenos cones de ferro atados a uma vareta de ferro com seis polegadas de comprimento e também pertence aos Hoho’s.

“Lê Hérissé” publica
Como todo acontecimento notável, o nascimento dos g~emeos impressionou o espírito dos dahomeanos que lhe deram uma explicação fabulosa.

A crença popular afirma que os gêmeos provêm de ZOUN, mata ou regiões vagas, às quais regressam após sua morte. Existem quatro ZOUN. Recebem o nome de “ Ouekero” e correspondem a nossos pontos cardeais, cada um deles tem seu bosque fechado em torno de Abomey.

Se se quiser preservar os gêmeos de uma destino desfavorável convém antesed mais anda saber de qual ZOUN eles provêm, é FÁ quem informa sobre a questão aos pasi interessados. Após a manifestação de FÁ os gêmeos quando já podem andar são levados aos Zoun indicado, onde são realizados modestos sacrifícios e oferendas de milho, azeite-de-dende e miúdos de frangos. Em seguida todos dirigem-se em procissão ao mercado.
Os gêmeos usam um traje novo, trazem rosário de búzios e nos pulsos e tornozelos pulseiras feitas com conchas.

Sua mãe precede-os agitando uma sineta, algumas mulheres participam do cortejo e de vez em quando entoam cânticos. No mercado estende-se uma esteira no chão para permitir aos gêmeos sentarem-se quanto os parentes e amigos desfilam para cumprimentar a ditosa mãe.
Bem comportados e sérios os infantes submetem-se a todas as cerimônias.

O nome escolhido para os gêmeos é ZINSU e SAGBO para os meninos e ZINHUE e DOLU para as meninas. Se ao nascer eles se apresentarem pelos pés seus nomes serão respectivamente, AGOSU, AGOSA,AGOSI e AGOHUE.
A criança que nasce após os gêmeos chama-se DOSU se for menino e DOSI se for menina.
Eis alguns outros pormenores tais como me foram confiados em Abomey: “ se alguém está doente interroga-se FÁ e se Hoho pedir para comer vai-se até a mata e desenha-se um VEVE no chão com farinha de milho e azeite-de-dendê”

A oferenda consiste em duas cabaças e duas quartinhas pintadas de branco e vermelho, são pronunciadas as seguintes palavras: “ Mijolonan pala we i whe bonai do te me nue “ (vamos levar Hoho à sua casa para dar-lhe comida que vc pediu)
Um macaco deve passar pelas árvores do contrário Hoho não irá à casa . Se na volta um ou mais macacos aparecerem é sinal de que ele aceita a oferenda: “ Hoho wai agbantoe” ( os gêmeos aceitam a bagagem)

Os presentes gritam .. Bu, bu, bu, bu batendo na boca acompanhados de uma sineta(gan) obedecendo ao seguinte Cântico:
Ti gogo gogo, ti go , ti gogo gogo. Ti go.

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No Brasil o culto aos gêmeos Ibeji é sincretizado com o culto a Cosme e Damião. As semanas que precedem o dia 27 de setembro são marcadas na Bahia por festividades muito alegres durante as quais o prato preferido é o CARURU.
O culto aos gêmeos influenciado pelos costumes brasileiros trazidos pelos escravos alforriados desenvolveu-se no baixo daomé e no dia 27/09 a Associação Fraterna dos Gêmeos em “Cotonou” composta por gêmeos cujos nomes a exemplo do Brasil são Cosme e Damião organiza uma grande festa.

 
 

Ardeche, paris, 131Ardeche, paris, 135Ardeche, paris, 148

 

Ìbejì ou Ìgbejì – é divindade gêmea da vida, protetor dos gêmeos (twins) na Mitologia Yoruba.

Da-se o nome de Taiwo ao Primeiro gêmeo gerado e o de Kehinde ao último. Os Yorùbá acreditam que era Kehinde quem mandava Taiwo supervisionar o mundo, donde a hipótese de ser aquele o irmão mais velho.

Cada gêmeo é representado por uma imagem. Os Yorùbá colocam alimentos sobre suas imagens para invocar a benevolência de Ìbejì. Os pais de gêmeos costumam fazer sacrifícios a cada oito dias em sua honra.

O animal tradicionalmente associado a Ìbejì é o macaco colobo, um cercopiteco endêmico nas florestas da África subsariana. A espécie em questão é o colobus polykomos, ou "colobo real", que é acompanhado de uma grande mística entre os povos africanos. Eles possuem coloração preta, com detalhes brancos, e pelas manhãs eles ficam acordados em silêncio no alto das árvores, como se estivessem em oração ou contemplação, daí eles serem considerados por vários povos como mensageiros dos deuses, ou tendo a habilidade de escutar os deuses. A mãe colobo quando vai parir, afasta-se do bando e volta apenas no dia seguinte das profundezas da floresta trazendo seu filhote (que nasce totalmente branco) nas costas. O colobo é chamado em Yorùbá de edun oròòkun, e seus filhotes são considerados a reencarnação dos gêmeos que morrem, cujos espíritos são encontrados vagando na floresta e resgatado pelas mães colobos pelo seu comportamento peculiar.

Na África , as crianças representam a certeza da continuidade, por isso os pais consideram seus filhos sua maior riqueza. A preocupação com os sustento das crianças é freqüente entre os povos negros, haja a vista a miséria das cidades africanas e a situação do negro na escravidão e na diáspora.

A palavra Igbeji que dizer gêmeos. Forma-se a partir de duas entidades distintas que coo-existem, respeitando o princípio básico da dualidade.

Contam os Itãs (conjunto de lendas e histórias passados de geração a geração pelos povos africanos), que os Igbejis são filhos paridos por Iansã, mas abandonados por ela, que os jogou nas águas. Foram abraçados e criados por Oxum como se fossem seus próprios filhos. Doravante, os Igbejis passam a ser saudados em rituais específicos de Oxum e, nos grandes sacrifícios dedicados à deusa , também recebem oferendas.

Entre as divindades africanas, Igbeji é o que indica a contradição, os opostos que caminham juntos a dualidade de todo o ser humano, Igbeji mostra que todas as coisas, em todas as circunstância, tem dois lados e que a justiça só pode ser feita se as duas medidas forem pesadas, se os dois lados forem ouvidos.

Na África, O Igbeji é indispensável em todos os cultos. Merece o mesmo respeito dispensado a qualquer Orixá, sendo cultuado no dia-a-dia. Igbeji não exige grandes coisas, seus pedidos são sempre modestos; o que espera como, todos os Orixás, é ser lembrado e cultuado. O poder de Igbeji jamais podem ser negligenciado, pois o que um orixá faz Igbeji pode desfazer, mas o que um Igbeji faz nenhum outro orixá desfaz. E mais: eles se consideram os donos da verdade.

Os gêmeos (Ibeji entre os Yorubas e Hoho entre os Fon) são objeto de culto. Não são nem Orixá e nem Vodun, mas o lado extraordinário desses duplos nascimentos é uma prova viva do princípio da dualidade e confirma que existe neles uma parcela do sobrenatural, a qual recai em parte na criança que vem ao mundo depois deles.

Recomenda-se tratar os gêmeos de maneira sempre igual e de compartilhar com muita equidade tudo o que lhes for oferecido. Quando um deles morre com pouca idade o costume exige que uma estatueta representando o defunto seja esculpida e que a mãe a carregue sempre. Mais tarde o gêmeo sobrevivente ao chegar à idade adulta cuidará sempre de oferecer à efígie do irmão uma parte daquilo que ele come e bebe. Os gêmeos são, para os pais uma garantia de sorte e de fortuna.

 

Existe uma confusão latente entre Ibeji e os Erês. É evidente que há uma relação, mas não se trata da mesma entidade, confundindo até mesmo como Orixá.

Ibeji, são divindades gêmeas, sendo costumeiramente sincretizadas aos santos gêmeos católicos Cosme e Damião.

Por serem gêmeos, são associados ao princípio da dualidade; por serem crianças, são ligados a tudo que se inicia e brota: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar das plantas, etc.

Seus filhos são pessoas com temperamento infantil, jovialmente inconseqüente; nunca deixam de ter dentro de si a criança que já foram. Costumam ser brincalhonas, sorridentes, irrequietas, tudo enfim que se possa associar ao comportamento típico infantil. Muito dependentes nos relacionamentos amorosos e emocionais em geral, podem então revelar-se teimosamente obstinados e possessivos. Ao mesmo tempo, sua leveza perante a vida se revela no seu eterno rosto de criança e no seu modo ágil de se movimentar, sua dificuldade em permanecer muito tempo sentado, extravasando energia.

Podem apresentar bruscas variações de temperamento, e certa tendência a simplificar as coisas, especialmente em termos emocionais, reduzindo, à vezes, o comportamento complexo das pessoas que estão em torno de si a princípios simplistas como "gosta de mim" ou "não gosta de mim". Isso pode fazer com que se magoem e se decepcionem com certa facilidade. Ao mesmo tempo, suas tristezas e sofrimentos tendem a desaparecer com facilidade, sem deixar grandes marcas. Como as crianças em geral, gostam de estar no meio de muita gente, das atividades esportivas, sociais e das festas.

A grande cerimônia dedicada a Ibeji acontece a 27 de setembro, dia de Cosme e Damião, quando comidas como caruru, vatapá, bolinhos, doces, balas (associadas às crianças, portanto) são oferecidas tanto a eles como aos freqüentadores dos terreiros.

Ibeji na nação Keto, ou Nvunji nas nações Angola e Congo. É a divindade da brincadeira, da alegria; sua regência está ligada à infância. Ibeji está presente em todos os rituais do Candomblé pois, assim como Exu, se não for bem cuidado pode atrapalhar os trabalhos com suas brincadeiras infantis, desvirtuando a concentração dos membros de uma Casa de Santo.

É a divindade que rege a alegria, a inocência, a ingenuidade da criança. Sua determinação é tomar conta do bebê até a adolescência, independente do orixá que a criança carrega. Ibeji é tudo de bom, belo e puro que existe; uma criança pode nos mostrar seu sorriso, sua alegria, sua felicidade, seu engatinhar, falar, seus olhos brilhantes.

Na natureza, a beleza do canto dos pássaros, nas evoluções durante o vôo das aves, na beleza e perfume das flores. A criança que temos dentro de nós, as recordações da infância. Feche os olhos e lembre-se de uma felicidade, de uma travessura e você estará vivendo ou revivendo uma lenda dessa divindade. Pois tudo aquilo de bom que nos aconteceu em nossa infância, foi regido, gerado e administrado por Ibeji. Portanto, ele já viveu todas as felicidades e travessuras que todos nós, seres humanos, vivemos.

A palavra Eré vem do yorubá, iré, que significa "brincadeira, divertimento". Daí a expressão siré que significa “fazer brincadeiras”. O Ere(não confundir com criança que em yorubá é omodé) aparece instantaneamente logo após o transe do orixá, ou seja, o Ere é o intermediário entre o iniciado e o orixá. Durante o ritual de iniciação, o Ere é de suma importância pois, é o Ere que muitas das vezes trará as várias mensagens do orixá do recém-iniciado.

O Ere na verdade é a inconsciência do novo omon-orixá, pois o Ere é o responsável por muita coisa e ritos passados durante o período de reclusão. O Ere conhece todas as preocupações do iyawo (filho), também, aí chamado de omon-tú ou “criança-nova”. O comportamento do iniciado em estado de “Ere” é mais influenciado por certos aspectos de sua personalidade, que pelo caráter rígido e convencional atribuído a seu orixá. Após o ritual do orúko, ou seja, nome de iyawo segue-se um novo ritual, ou o reaprendizado das coisas chamado Apanan.

Símbolos: 2 bonecos gêmeos, 2 cabacinhas, brinquedos;
Plantas: jasmim, maçã, alecrim, rosa
Dia: domingo e segunda-feira para nações Ketu e Jeju Jexá;
Cor:azul , rosa, verde, mas na verdade gosta do colorido em si.
Metal: estanho. Seus elementos: fogo, ar.
Saudação:Omi Beijada!.
Domínios: parto e infância. Amor união.
Comidas: caruru, cocada, cuscuz, frutas doces.
Animais: passarinhos.
Quizilas: morte, assobio.
Características: alegre, otimista, brincalhão, esperto, trabalhador, imaturo, birrento, voraz.
O que faz: ajuda a resolver problemas de crianças, dá harmonia na família, facilita uniões.
Riscos de saúde: alergias, anginas, problemas de nariz, raquitismo, acidentes.

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