História, Lenda, Mitologia e logia dos Orishas Obaluaye e Osumare (Oxumare)


Sua doação irá nos ajudar a manter nosso espaço Orossi em funcionamento e torná-la mais útil para você. http://br.geocities.com/toluaye 

   

Òbaluàyé

Aspectos Gerais

·         DIA: Segunda-feira

·         DATA: 13 ou 16 de Agosto

·         METAL: Chumbo

·         CORES: Preto, branco e vermelho.

·         COMIDAS: Pipoca (deburu), abado, mostarda (latipá), aberém.

·         SÍMBOLOS: Xaxará ou Íleo, lança de madeira, lagidibá.

·         ELEMENTOS: Terra e fogo do interior da Terra.

·         REGIÃO DA ÁFRICA: Empé ou Mahi (no ex-Daomé)

·         PEDRA: Turmalina negra.

·         FOLHAS: Canela-de-velha, picão, erva-de-bicho, velame, manjericão roxo, barba-de-velho, mamona.

·         ODU QUE REGE: Odi, Etaogundá, Obeogundá.

·         DOMÍNIOS: Doenças epidêmicas, cura de doenças, saúde, vida e morte.

·         SAUDAÇÃO: Atotoó!!!

 

Origem e História

Omolu é a Terra! Essa afirmação resume perfeitamente o perfil desse orixá, o mais temido entre todos os deuses africanos, o mais terrível orixá da varíola e de todas as doenças contagiosas, o poderoso “Rei Dono da Terra”.

È preciso esclarecer, no em tanto, que Omolu está ligado ao interior da terra (ninù ilé) e isso denota uma intima relação com o fogo, já que esse elemento, como comprovam os vulcões em erupção, domina as camadas mais profundas do planeta.

Toda a reflexão em torno de Omolu ocorreu colocando-o como um orixá ligado a terra, o que é corretíssimo, mas não deixa de ser um erro desconsiderar a sua relação com o fogo do interior da terra, com as lavas vulcânicas, como os gases etc. o que pode ser mais devastador que o fogo? Só as epidemias, as febres, as convulsões lançadas por Omolu! Omolu é o fogo que varre, que arrasta para a morte – como as lavas de um vulcão. Uma cantiga de Jagun, uma qualidade guerreira de Obaluaiê (Obalúayé), comprova o que foi dito:

Ele é o senhor que pode afligir o mundo com pestes e doenças.
Pode afligir a Terra e devastar como o fogo.
Pode afligir o despertar e o adormecer.
Ele é Ajagunán.

Orixá cercado de mistérios, Omolu é um deus de origem incerta, pois em muitas regiões da África eram cultuados deuses com características e domínios muito próximos aos seus. Omolu seria rei dos tapas, originário da região de Empé. A esse respeito, a história revela que Obaluaiê, acompanhado de seus guerreiros, teria se aventurado pelos quatro cantos da Terra. O poderoso orixá massacrou todos os seu inimigos, um ferimento feito por sua flecha tornava as pessoas cegas, surdas ou mancas. Em território Mahi, no antigo Daomé, chegou aterrorizando, mas o povo do local consultou um babalaô que lhes ensinou como acalmar o terrível orixá. Fizeram então oferendas de pipocas, que o acalmaram e o contentaram. Omolu construiu um palácio em território Mahi, onde passou a residir e a reinar como soberano, porém não deixou de ser saudado como Rei de Nupê em pais Empê (Kábíyèsí Olútápà Lempé).

As pipocas, ou melhor, deburu, são as oferendas prediletas do orixá Omolu; um deus poderoso, guerreiro, caçador, destruidor e implacável, mas que se torna tranqüilo quando recebe sua oferenda preferida.

Como se pôde observar, até aqui temos utilizando os nomes Omolu e Obaluaiê indistintamente pra designar o grande orixá das doenças epidêmicas, e não há nada de errado nisso. Obaluaiê significa ‘Rei dono da Terra’e Omolu,’Filho do senhor’, resta saber que ‘Senhor’ é o pai de Omolu. Ao analisar separadamente cada palavra que forma os nome desse orixá, a questão fica mais clara:

OBALUAYÊ= OBÁ + OLU + AYÉ
OMULU= OMO + OLU


Portanto Omolu é, sim, o filho do senhor, mas do senhor Obaluaiê. Trata-se de duas qualidades do mesmo orixá, mas as pessoas costumam confundir as coisas e dizer que Omolu é o pai e Obaluaiê o filho, esse é um equívoco que se reproduziu ao longo dos anos.

Na África são muitos os nomes de Omolu, que variam conforme a região. Entre os tapas era conhecido Xapanã (Sànpònná); entre os fon era chamado de Sapata-Ainon,que significa ‘Dono da Terra’; já os iorubás o chamam Obaluaiê e Omolu.

Omulu nasceu com o corpo coberto de chagas e foi abandonado por sua mãe, Nanã Buruku, na beira da praia. Nesse contratempo, um caranguejo provocou graves ferimentos em sua pele. Iemanjá encontrou aquela criança e a criou com todo amor e carinho; com folhas de bananeira curou suas feridas e pústulas e a transformou em um grande guerreiro e hábil caçador, que se cobria com palha-da-costa (ikó) não porque escondia as marcas de sua doença, como muitos pensam, mas porque se tornou um ser de brilho tão intenso quanto o próprio sol. Por essa passagem, o caranguejo e a banana-prata tornaram-se os maiores ewò de Obaluaiê.

O capuz de palha-da-costa-azê (azé) cobre o rosto de Obaluaiê para que os seres humanos não o olhem de frente (já que olhar diretamente para o próprio sol pode prejudicar a visão). A história de Omulu explica a origem dessa roupa enigmática, que possui um significado profundo relacionado à vida e à morte.

O azê guarda mistérios terríveis para simples mortais, revela a existência de algo que deve ficar em segredo, revela a existência de interditos que inspiram cuidado medo, algo que só o iniciados no mistério podem saber. Desvendar o aze, a temível máscara de Omulu, seria o mesmo que desvendar os mistérios da morte, pois Omulu venceu a morte. Embaixo da palha-da-costa, Obaluaiê guarda os segredos da morte e do renascimento, que só podem ser compartilhados entre o iniciados.

A relação de Omolu com a morte se dá pelo fato de ele ser a terra, que proporciona os mecanismos indispensáveis para a manutenção da vida. O homem nasce, cresce, desenvolve-se, torna-se forte diante do mundo, mas continua frágil diante de Omolu, que pode devorá-lo a qualquer momento, pois Omolu é a terra, que vai consumir o corpo do homem por ocasião de sua morte. Por isso é que se diz que Omolu mata e come gente.

Essa é a prova de que Obaluaiê andou por todos os cantos da África, muito antes, inclusive, de surgirem algumas civilizações. Do ponto de vista histórico, Omolu é a idade anterior à Idade dos Metais, peregrinou por todos os lugares do mundo, conheceu todas as dores do mundo, superou todas. Por isso Omolu tornou-se médico, o médico dos pobres, pois, muito antes da ciência, salvava a vida dos desvalidos; durante a escravidão, só não pôde superar a crueldade dos senhores, mas de doenças livrou muitos negros e até hoje muitos pobres só podem recorrer a Omolu que nunca lhes falta

Sua doação irá nos ajudar a manter nosso espaço Orossi em funcionamento e torná-la mais útil para você. http://br.geocities.com/toluaye

Òsùmàrè

Aspectos Gerais

·         DIA: Terça-feira

·         DATA: 24 de Agosto

·         METAL: Ouro e prata mesclados

·         CORES: Amarelo e verde (ou preto) e todas as cores do arco-íris

·         COMIDAS: Ovos cozidos com azeite-de-dendê, farinha de milho e camarão seco.

·         SÍMBOLOS: Ebiri, serpente, círculo, bradjá.

·         ELEMENTOS: Céu e terra

·         REGIÃO DA ÁFRICA: Mahi (no ex-Daomé)

·         PEDRA: Zirconita

·         FOLHAS: Folha de café, alfavaca-de-cobra, jibóia, oriri.

·         ODU QUE REGE: Obeogundá e Iká

·         DOMÍNIOS: Riqueza, vida longa, ciclos, movimentos constantes.

·         SAUDAÇÃO: A Run Boboi!!!

 

Origem e história

Oxumaré (Òsùmàrè) é o orixá de todos os movimentos, de todos os ciclos. Se um dia Oxumaré perder suas forças o mundo acabará, porque o universo é dinâmico e a Terra também se encontra em constante movimento. Imaginem só o planeta Terra sem os movimentos de translação e rotação; imaginem uma estação do ano permanente, uma noite permanente, um dia permanente. É preciso que a Terra não deixe de se movimentar, que após o dia venha a noite, que as estações do não se alterem, que o vapor das águas suba aos céus e caia novamente sobre a Terra em forma de chuva. Oxumaré não pode ser esquecido, pois o fim dos ciclos é o fim do mundo.

Oxumarê mora no céu e vem a Terra nos visitar através do arco-íris. Ele é uma grande cobra que envolve a Terra e o céu e assegura a unidade e a renovação do universo.


Filho de Nanã Buruku, Oxumaré é originário de Mahi, no antigo Daomé, onde é conhecido como Dan. Na região de Ifé é chamado de Ajé Sàlugá, aquele que proporciona a riqueza aos homens. Teria sido um dos companheiros de Odudua por ocasião de sua chegada a Ifé.

Dizem que Oxumaré seria homem e mulher, mas, na verdade, este é mais um ciclo que ele representa: o ciclo da vida, pois da junção entre masculino e feminino é que a vida se perpetua. Oxumaré é um Orixá masculino.

Oxumaré é um deus ambíguo, duplo, que pertence à água e a terra, que é macho e fêmea. Ele exprime a união de opostos, que se atraem e proporcionam a manutenção do universo e da vida. Sintetiza a duplicidade de todo o ser: mortal (no corpo) e imortal (no espírito). Oxumaré mostra a necessidade do movimento da transformação.

Omolu é o irmão mais velho de Oxumaré, mas foi abandonado por sua mãe por ter nascido com o corpo coberto de chagas. Em tempo, não se pode condenar Nanã por esse ato, já que era um costume, quase uma obrigação ritual da época, que se abandonasse às crianças nascidas com alguma deformidade. O deus do destino disse a Nanã que ela teria outro filho, belíssimo, tão bonito quanto o arco-íris, mas que jamais ficaria junto dela. Ele viveria no alto percorreria o mundo sem parar. Nasceu Oxumaré.

Oxumaré que fica no céu
Controla a chuva que cai sobre a terra.
Chega à floresta e respira como o vento.
Pai venha até nós para que cresçamos e tenhamos longa vida.141
142143144145150158

 

Sua doação irá nos ajudar a manter nosso espaço Orossi em funcionamento e torná-la mais útil para você. http://br.geocities.com/toluaye

Esse post foi publicado em Orixa. Bookmark o link permanente.

4 respostas para História, Lenda, Mitologia e logia dos Orishas Obaluaye e Osumare (Oxumare)

  1. obaonan disse:

    mojuba baba o senhor esta de parabens por divulgar o conhecimento pra queles que tem vontade de aprender que ogun de o senhor onan odara baba obrigado mojuba baba

  2. EDNA disse:

    sou filha de Oxumaré , meu Orixá e xangô gostaria que me desse mais informações edna.co@hotmail.com

  3. fabyolla benethom disse:

    Olá Babá olhe sou filha de osumaré e estou aqui lhe parabenizando-o com este grande trabalho seu que e posta alguns conhecimentos sobre o nosso culto desde já so tenho que lhe elogia, bjosss e mojubá

  4. adriana disse:

    Adorei, saber muito mais sobre o meu orixá, está de parabéns.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s