Entrevista De Toluaye Para Revista Povo De Santo E Asè de Portugal 2012/13 Número 26.


Obaluaye 2011 e Dewaleji 011

PSA: Babalórórísá Toluayê, para quem não o conhece, poderia por favor fazer um breve resumo da sua caminhada espiritual, e mais exactamente, a sua ligação ao Candomblé?

R. Sou José Antônio de Almeida, brasileiro, patologista, sacerdote do candomblé, babalorixá do Ilè Asé Ijino Ilu Orossi. Meu nome religioso é Baba Lokanfu, sendo conhecido na internet, através de blogs e redes sociais, como Toluaye Jose Antonio.

Aos oito anos de idade comecei a ter visões e manifestações, julgado pelo meu pai biológico, de ascendência Portugesa, como distúrbios ou perturbações psicológicas, sendo indicado um profissional da área psiquiátrica para tratamentos. Depois de alguns anos com referidos tratamentos, por meio, inclusive, de medicamentos psicotrópicos, os sintomas continuaram. Meu pai, em discursões com minha minha mãe biológica, de ascendência Africana, chegaram à conclusão de que era preciso pedir ajuda à cultura afro-brasileira (Candomblé), na qual fui acolhido e iniciado como Iawo ao 15 anos e quatro meses de idade, mais precisamente no dia  três de janeiro 1976, no barco de 8 (oito) pessoas, como omo orixá, pela Iyalorixá Alaíde Pereira dos Santos (ylukeran), no terreiro Ilê Ominajexá, originalmente da nação ketu (antigo nago-vodun), situado na rua Xangô, número 30, Itapoan, Salvador, Bahia, Brasil.

PSA: Conte-nos por favor como nasceu o seu Ilé Asè: Ile Ase Ijino Ilu Orossi.

R- O Ilê Axé Ijino Ilu Orossi teve o seu nascimento em  janeiro de 1981,  registrado na federação do Culto Afro Brasileiro de Salvador, como Centro do Caboclo Serra Negra, matrícula de número 1370, pelo fato de só ter cinco anos de iniciado e não ter minha obrigação de sete anos efetivada. Por conta de tais fatos, foi monitorado e assistido, sob a responsabilidade de minha yialorixá já mencionada, até minha maturidade espiritual.  Ganhado o registro definitivo em 16 de maio de 1984, depois do meu Oyê, (Àwon Ipò Òrìsà),  o mesmo que o Deka no candomblé de Angola, sendo outorgado Babalorixá do Ilè Asé Ijino Ilu Orossi.

PSA:O Ile Ase Ijino Ilu Orossi conta com a sua presença no Mapeamento dos Terreiros de Candomblé de Salvador. Qual a importância deste facto e como acha que trabalhos deste género poderão auxiliar a religião.

R- Como é consabido, nossa religião sempre foi perseguida, maltratada e difamada, não só pela religião dominante, mas por todas as outras e pela maior parte da sociedade brasileira. Por tais fatos, os adeptos e fundadores de terreiros esconderam suas crenças e negaram os seus templos, com o intuito de não sofrerern discriminações, violências físicas e psicológicas. A nossa cultura sempre foi oral, assim também como a localização dos terreiros, onde qualquer escrita ou registro sobre o Candomblé era quase um sacrilégio. O mapeamento dos terreiros, embora não tenha sido o primeiro, é a garantia do reconhencimento e imortalidade da nossa resistência e a certeza de no futuro os nossos terreiros  não serão apenas ocupados no imaginário coletivo do povo do santo;  como exemplo o “Imaginário Candomblé da Barroquinha” que até hoje não se tem uma prova concreta da sua existência.

Olubajé no Orossi

PSA: Quais os princípios pelos quais norteia o seu Ilé?

R- São tantos os princípios pelos quais norteiam nosso Orossi, pelo que poderia responder durante dias, e não caberia em dez edições desta conceituada revista. Mas posso citar, por exemplo, o principal deles que é o acolhimento. Acolhimento incondicional ao humano idependente de raça, credo ou ideologia, pois acreditamos que o sagrado (os Orixás) vive no homem e através dele, assim sendo, não somente o nosso Ilê Orossi, mas todas as casas de Axé, apoiam, reeducam, acalentam, alimentam, mostrando e ensinando a respeitar, amar e louvar os Deuses incondicionalmente.

PSA: Quantos omo Orisá tem actualmente?

R. Difícil de precisar, pois para o povo do santo que sempre viveu e se educou na oralidade, como já mencionado, e não pela escrita é quase impossível contabilizar., embora posso afirmar que já passa dos cinquenta barcos de Iyawos, sendo que cada barco é composto, em média, de uma a quatro pessoas. Por sua vez, todo Babalorixá tem que considerar como filho não só os iniciados na feitura se santo, mas também todos aqueles que de alguma forma buscam o aconchego em nosso Terreiro, mesmo uma pessoa que venha nos procurar para fazer um simples egbó (limpeza espiritual do corpo), igualmente, aqueles que  passaram pelo ritual do Bori.

PSA: Sendo um estudioso dos cultos aos Orísás, sabemos que para aprofundar os seus conhecimentos sobre o assunto, se deslocou à região Yoruba. Conte-nos um pouco dessa experiência.

R- O Continente  Africano é particular, totalmente diferente da nossa cultura ocidental, etretanto com muita semelhança nos ritos sagrado para os Orixás e Voduns. Depois do falecimento de minha Iyalorixá, tive a nescessidade de buscar complementos para seguir minha caminhada de axé, Lessé Orixá.

Tendo como patrono o Orixá Obaluaye (Sakpata) dono da minha cabeça (Ori). A tradição apontava a origem do culto de Sakpatá na localidade de Kpeyin Vedji, na cidade de Savalú, um enclave iorubá dentro do território mahi a noroeste de Abomei. Desta dupla procedência permanece a curiosidade de que Sakpatá é considerado uma divindade iorubá (“nagô”) pelos fon e gun (“jêje”) pelos iorubás.

Dias depois de ter meu passaporte em mãos, confiscado pelas autoridades locais, pelo fato de não ter tirado o visto para entrar no Benin, juntamente com uma pesquisadoura francesa da cultura afro-brasileira e antropóloga Kadya Tall,  e um ator dramaturgo, natural do Benin, chamado Camille Amouro, responsável em fazer toda tradução da lingua fon para o Francês, seguimos em direção à Savalu na busca de um Bokonum (Sacerdote de Ifá (Fá)), no sentido de consultar os Deuses e seguir as suas orientações.
Confirmando os  rituais para purificação e andamentos dos  meus objetivos, fui acolhido no templo de uma sacerdotisa do culto a Nanã Buruku, ritos inerentes às minhas buscas e determinações. Após, seguindo para outro templo indicado pelo Rei de Savalu,  recebi das mãos do Chefe de Culto (Babalorixá) um colar feito de misangas intercalados de pedras da montanha de Savalu, na qual se cultua Obaluaye (Sakpatá), juntamente com duas pequenas pedras, para serem colocadas no Terreiro de Candomblé no Brasil. Foi um experiência inesquecivel. Recomendo à todos o “Mercado dos Feitiços” (”Marché des Fétiches”), como um dos lugares para se visitar. Consiste de uma feira ao ar livre onde se pode comprar de tudo, desde tecidos requintados, até amuletos e poções para rituais e magias.

PSA: Quais as principais diferenças que encontrou no culto aos Orísás, face aquilo que conhecia no Brasil?

R- A diferença maior era que não escutava uma só palavra em português e, também, não entendia absolutamente nada na língua fon; Neste momento confesso que fique totalmente perdido e me questionei da seguinte forma:  o quê realmente eu vim buscar aqui, se não estou entendendo absolutamente nada? Quando de repente fui chamado ao interior de uma cabana e me deparei com uma linda pedra do tamanho de um homem, mais ou menos de dois metros de altura, a qual nada mais era do que parte da montanha onde se cultuava o Orixá Obaluaye (Sakpata). Havia algumas pessoas falando e cantando Yorubá (a lingua sagrada dos Deuses), pelo que neste momento me dei conta que tinha chegado em casa e nada mais era estranho, pelo contrário, tudo era familiar…

PSA: Como vê o Candomblé no Brasil nos dias que correm?

R- Muito melhor que no tempo outrora! Em primeiro lugar, e o mais importante, é ter a liberdade de culto, sem medo das autoridades politicas, bem como dos fanáticos religiosos de invadirem nosso terreiro sem pelo menos ter o direito de nos defender, como era no passado recente. Outro ponto é que a qualidade dos materiais utilizados nos nossos rituais são melhores e podemos escolher entre o nacional e o importado da África. Cito como exemplos os seguintes materiais: okodidé, aridan, obi, orobo, dentre outros. Todos eles são importantes para os ritos sagrados, no sentido de estar se repetindo a receita fidedigna dos nossos ancestrais. Sem deixar de citar a oportunidade que o povo de santo, bem como todos os afros-descendentes têm de frequentar uma escola,  universidade, tendo assim acesso à  informação, educação e cultura.

PSA: Como vê a expansão dos cultos Afro-Brasileiros fora do Brasil, mais propriamente na Europa e em Portugal?

R-Sabemos da existência dos cultos afro-brasileiros em vários países como Uruguai, Argentina, Venezuela, Colômbia, Panamá, México, Alemanha, Itália, Portugal, França e Espanha. Em muitos deles, de forma tímida e em grupo familiar. Embora seja visível e notório que Portugal tem um grande e conceituado terreiro de candomblé, o Ilé Asè Omim Ogun, dirigido pelo Babalorixá Pai Jomar de Ogum, alem de ser  o presidente da Federação do Culto Afro, é representante legal de todos os cultos afro-descendentes na Europa,  juntamente com o vice-coordenador Babalorixá Paulo de Iemanjá, pelo que aproveito o momento para parabenizá-los e rogar mais uma vez aos Deuses por sua saúde, no sentido de dar continuidade a este árduo e expressivo trabalho em prol da cultura afro-religiosa.

PSA: Verificamos que é um Sacerdote que abraçou as novas tecnologias, sendo bastante ativo na Internet, através de blogs e redes sociais. O que pensa que esta realidade aporta a uma religião milenar e tradicional como o Candomblé?

R-O sacerdote da cultura afro-brasileira tem que aprender a viver de acordo com alguns  princípios básicos do candomblé que são: o acolhimento incondicional ao humano, bem como aos seus pensamentos, ideias e criações, compreendendo e interagindo com a natureza humana, mas físicas e naturais e todas as suas vertentes que produzam energias, favorecendo ao humano o encontro com o sagrado, que nada mais é do que o movimento natural de cada cíclo evolutivo, o BARÁ. Confesso que no início tive muito medo da internet, pelo simples fato de não ter certeza das dimensões que este instrumento teria, pelo que cheguei até a discutir com filhos, ogans, ekedes e amigos, acerca desta vontade. Todavia, tomei coragem, depois de várias reflexões junto ao sagrado, e cheguei à conclusão de que seria mais um aliado na luta contra a intolerância religiosa, na quebra de paradigmas e conceitos errôneos em relação a esta cultura rica e cheia de sabedoria, a qual possui estilo único de ser e viver, mas mesmo assim tão marginalizada pelos não crentes ou leigos. Assim sendo, posso fazer meu trabalho de unir os filhos e amigos, levando as mensagens dos Orixás e os ensinamentos do nosso Ilè Axé.

PSA: Qual a sua opinião sobre o ecumenismo?

R- Ecumenismo é o processo de busca da unidade. Contudo, esta unidade não deve ser usada para escravizar a mente humana e sim para libertar dos preconceitos e intolerância criada e exercida pela diferença religiosa, geralmente feito por alguns fanáticos religiosos. Sabemos que nossa crença é politeísta, pois acreditamos em vários Deuses e todos são respeitados, cultuados e amados na mesma proporção. Para ser do Candomblé não precisa estar no candomblé,  até por que o Candomblé, os Deuses e os Sacerdotes, aceitam todos incondicionalmente, idependente de credo ou raça. Como já disse anteriormente, acreditamos que os Deuses vivem no humano, sem se importar com a escolha que cada um faça na sua vida.  Com isso, posso afirmar que sabemos literalmente  conviver com a diferença e estamos preparados para viver o ecumenismo. Desta vez vou encerrar minha resposta com uma pergunta: será que os sacerdotes de outras denominações estão preparados para o ecumenismo?

PSA: Quais são para si as principais ameaças que as religiões de origem Africana se deparam nos nossos dias?

R- A principal ameaça, não só para mim, mas para o povo afro-religioso e para toda humanidade é a ganância. Este desejo excessivo direcionado principalmente à riqueza material, bem como outras formas de poder, os quais influenciam as pessoas de tal maneira que seus praticantes chegam ao cúmulo de corromper terceiros, destruindo nossos rios, mares, matas e até mesmo o ar que respiramos, manipulando e enganando todos, chegando ao extremo de tirar a vida daqueles que não venham concordar com suas insanidades. Embora acredite e confie na capacidade de regeneração da natureza, mas com certeza esta é a ameaça mais terrível que existe para todos nós e para as religiões de origem africana. A destruição da natureza e, consequentemente, do humano.

PSA: Sabemos que é filiado na FENACAB Brasil. Que importância atribui  á FENACAB no Brasil e também em Portugal, através da sua Coordenação Internacional?

R- O termo federação diz respeito à ideia de união, uma forma de organização territorial do poder, de articulação do poder central com os poderes regionais e locais. Sua principal importância é defender e promover objetivos comuns. Em qualquer sociedade civilizada, um grupo tem a responsabilidade de escolher um líder para representá-lo, no caso da FENACAB, em Salvador, é  Aristides Oliveira Mascarenhas, mais conhecido como Pai Ari de Ajagunã, Babalorixá do Candomblé do Ilê Axé Opô Ajagunã, localizado em Salvador, Bahia. Em Portugal, demais países da Europa e países Africanos de língua oficial portuguesa, tem como presidente o Babalorixa Jomar ou Pai Jomar, sacerdote de Candomblé da nação Ketu, do Terreiro Ilé Asè Omim Ogun, situado na Sobreda – Alamda – Portugal. Observo através dos meios de comunicação que os referidos presidentes têm desempenhado um grande papel, acolhendo, defendendo e promovendo a cultura afro-brasileira com respeito e seriedade.

PSA: Para finalizar, pedimos ao Pai Toluayê para deixar uma mensagem aos nossos leitores.

Todos nós temos dons e talentos, sendo que o mais importante é descobrirmos quais são eles e colocarmos em prática. A saúde física e emocional depende muito desses talentos. Pessoas que não utilizam essa energia criativa, presenteada pelos Deuses, pela construção humana, bloqueiam o seu fluxo energético e adoecem fisicamente, emocionalmente e espiritualmente. Canalize seus talentos com o propósito de melhorar a vida, não somente sua como das outras pessoas. Este é um grande segredo e um excelente caminho para encontrar prazer, equilíbrio e crescimento em sua vida. Tenha objetivos materiais e espirituais. Busque sempre melhorar a sua condição financeira, planeje comprar bens, faça investimentos, realize viagens e busque tudo que tiver vontade, mas se lembre: nunca dependa dessas conquistas para viver emocionalmente bem. Elas não podem garantir isto! O verdadeiro bem-estar só é alcançado por meio dos objetivos espirituais. Vá à conquista de se tornar uma pessoa mais paciente, bondosa, serena, confiável e amiga, além de humilde, aberta, sincera e simples, principalmente, uma pessoa que tenha fé e confiança nos Orixás e na vida. Esses objetivos, e só esses, podem garantir o equilíbrio, a satisfação e a razão de viver eternamente equilibrado e feliz. Que o meu Pai Obaluaye (sakpatá) abençoe todos vocês com saúde, paz e longevidade, juntamente com todos do nosso bem querer. Axé Ireô (boa sorte). Agradeço a revista Povo de Santo & Asè, juntamente com os editores, Pai Jomar de Ogum e seu filho de santo Miguel Dinis, a oportunidade da entrevista e o convite para escrever futuros artigos. Muito Obrigado.

Oferenda para Orixás, Ogum, Oxum, Iansã, Iemanjá. (Comida para todos Orixás).

Esse post foi publicado em Não categorizado. Bookmark o link permanente.

3 respostas para Entrevista De Toluaye Para Revista Povo De Santo E Asè de Portugal 2012/13 Número 26.

  1. Sabrina disse:

    Parabéns!!!adorei.

  2. Verinalda Mendes Borges disse:

    Pai Toluaye, sua Benção! Sua entrevista foi perfeita. Esclarece muitas perguntas que sempre temos e esquecemos de perguntar.
    Parabéns!
    Verinalda Mendes Borges

  3. É com emoção que leio essa entrevista. Palavras proferidas com sabedoria. Digna de um ORY RERE. Muito dos problemas criados para as casas de asé, um dos culpados, são os próprios bàbas e Yás. Com pouco conhecimento, ou mesmo, nenhum. Se intitulam conhecedores da religião e vão, destruindo a vida e a crença das pessoas menos esclarecidas. Que após passar, por essa desilusão, migram para as religiões, neo pentecostais. Que sabiamente os acolhe, com muito carinho e atenção. Aquela responsabilidade que era dos; bàbas e yás, para que aquele filho conseguisse progredir, os pastores passam a responsabilidade para o novo adepto da nova religião. TEM
    QUE TER FÉ. SEGUIR O QUE ESTÁ ESCRITO NA BÍBLIA. TEM QUE SER BONZINHO. SER TRABALHADOR. NÃO BEBER, NÃO FUMAR, NÃO TRANSAR, DAR O DIZIMO , E TORNAR-SE UM MEMBRO FIEL. NÃO FALTANDO AOS CULTOS, E AINDA AJUDANDO NOS TRABALHOS E NAS VISITAS. A vida do elemento muda. Pois quando estava no CANDOMBLÉ, não queria fazer e nada respeitava. Não compra uma vela, não limpa os igbá, Quando tem um toque. Não leva um charuto, veste as roupas dos outros, não dá valor a sua religião e aos seus Orìsá. Comso pode querer melhorar de vida.
    Nas outras religiões; tem estudo bíblico, o dirigente transmite conhecimento. No candomblé, não digo que é regra geral. Mas é um tal de tirar ebó. Cantar passar e levar carrego. E o OWO, só os babas é que vê. Nada ou quase nada se aprende.
    Se canta em YORUBÁ; pouco ou quase ninguém, sabe oque está cantando. Puxa uma cantiga, ninguém responde. Se damos tanto , a linguá yorubá, por que não buscarmos ensinar
    o idioma dos nossos ANTEPASSADOS, a todo povo do santo.
    Enquanto existir essa barreira do idioma, estaremos andando atrás das outras religiões.
    O protestantismo só cresceu após o povo ter acesso a BÍBLIA, pois enquanto era em LATIN, todo poder estava na mãos de poucos. Graças a invenção da imprensa, pelo sr. GUTEMBERG, é que popularizou-se a bíblia, e todos tiveram acesso a informação. descobriram que para falar com DEUS, não precisavam de intermediário.
    Já passou da hora, de todos, SACERDOTES E SACERDOTISAS, DAS RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA, ARCAREM COM SUA RESPONSABILIDADE QUE É; ALEM DE DIRIGIR E INICIAR OMO ORÌSÁ, TAMBÉM TEM QUE EDUCAR E TRANSMITIR, CULTURA E CONHECIMENTO A TODOS DO SEU ILÉ.
    Saudo a todos os meus mais velhos, e os meus mais novos.
    MO JUBÁ O!

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s